Outra deliciosa forma de viajar – O mundo ao lado (Arthur Simões)

Acabei de ler a postagem do Shauan Bencks sobre o livro do Arthur Simões, o Mundo ao Lado. Me inspirei a escrever sobre ele também, por ter sentido de forma similar que também viajei junto com o Arthur.

Com a bike dentro de embarcação em Laos(retirado de www.arthursimoes.com.br, foto do autor)

Com a bike dentro de embarcação em Laos
(retirado de http://www.arthursimoes.com.br, foto do autor)

Nessas grandes navegações que fiz na web procurando rotas, fórmulas e boas histórias de ciclistas experientes, encontrei o projeto “Pedal  na Estrada”. Em um humilde briefing sobre o projeto (muito melhor descrito pelo próprio autor aqui), indico que foi uma das coisas mais interessantes que li ultimamente, pois une diversas questões relevantes como história e geografia locais,  e também sobre a saúde, focando em doenças como AIDS, Hepatite. Através do intercâmbio cultural e no compartilhamento dessas experiências, a idéia era tornar esse projeto um veículo para educação (sim, produção de material) sobre outros mundos além do nosso.

E tudo isso feito com a companheira bicicleta.

Capa de “O mundo ao lado”

Com 3 anos e dois meses através de 46 países, penso que o livro já seja um convite em si, mas minha experiência com ele foi um tanto maior que o ganho informativo prático sobre questões de segurança, transporte, finanças e até traquejo social necessários a um cicloviajante.  Me trouxe reflexões pessoais relevantes, como por exemplo, a postura de um viajante (e não de um turista) , ao conhecer, trocar e não agredir nos ambientes estrangeiros, que podem ter muito do que nos é mais nativo e talvez nem saibamos.

Foi enriquecedor ter contato com uma experiência tão forte e instável que é conhecer 5 continentes e uma infinidade de visões de mundo por alguém que partiu “sem janelas”. O contato com o clima, com a vida local em todas suas formas era inevitável. E, logo depois de ler eu pensei, e evitar por que? 

Além do livro, o site contém informações sobre o Projeto e também um diário de estrada, que aliás, recomendo muito, pois mostra os perrengues e as delícias de uma empreitada como tal. Ler o livro e tomar o diário são experiências diferenciadas, o que explicita a qualidade e a clareza da escrita do Arthur, que consegue mostrar os desafios operacionais e cotidianos ao mesmo tempo que delineia os obstáculos e suas superações internas e pessoais durante uma viagem pelo mundo e por dentro de si.

 

 

O mundo ao lado – Arthur Simões. Ed. Disal, São Paulo, 2011.

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